
SOS foi escolhido por um comitê internacional, em 1908, por causa da facilidade de sua transmissão, que podia ser realizada mesmo por um operador sem treinamento — em código Morse, o S corresponde a três pontos, e o O corresponde a três traços. Durante a 2ª Guerra, algumas marinhas adotaram a modificação SSS sempre que se tratasse de ataque por submarino, a fim de avisar os navios de socorro do perigo oculto sob as águas.
Na verdade, o sinal de SOS, além de não representar as iniciais de palavras, como pessoas simples como eu pensavam, nem mesmo letras representa: para não ser confundido com nenhuma outra seqüência de caracteres, o sinal deve ser transmitido numa seqüência ininterrupta, sem os espaços que o código Morse intercala entre as letras. Usando a convenção do Morse falado (/di/ para ponto e /da/ para traço), o sinal soa como /di-di-di-da-da-da-di-di-di/, e não /di-di-di … da-da-da … di-di-di/. É uma pena; eu conhecia várias versões sobre a verdadeira frase oculta nas três iniciais, além de “save our souls“: “save our ship” (salvem nosso navio); “stop all signals” (cessem todas as transmissões); “send out succor” (enviem socorro); agora, tudo fica reduzido a uma simples série de dis e de das. Como disse Thomas Huxley, falando da Ciência: é trágico quando os feios fatos matam uma bonita teoria. Abraço.
by Cláudio Moreno
Fonte: Texto do site Sua Língua






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