
O atual aquecimento da economia propicia um tempo de muitas oportunidades de emprego no Brasil. Basta
olhar jornais ou internet para notar que são muitas as vagas disponíveis. Em um primeiro momento, naturalmente isso pode entusiasmar os profissionais da área prevencionista. No entanto, a ideia de trocar de emprego deve ser bem pensada, para que essa busca por melhores condições de trabalho, não acabe causando uma frustração ainda maior.
Um antigo dito popular diz que:
Ele certamente se refere ao fato de que olhar as coisas de longe pode distorcer a realidade. Isso também se aplica ao trabalho, pois muitas vezes, cansados e desgastados, passamos a olhar uma outra empresa como uma melhor possibilidade, mesmo que ela não o seja realmente. Nessas situações, alguns pontos devem ser levados em conta:“A grama do vizinho é sempre mais verde”
Cada um possui diferentes habilidades e preferências em relação ao trabalho. Há profissionais que se dão muito bem no trabalho burocrático e são ótimos para atuar em Sistemas de Gestão, pois lidam bem com documentos e formalidades. Outros são mais voltados à atuação de campo e se sentem frustrados quando tem de mexer com burocracia.
Perfil
Atualmente, o profissional ideal é aquele que tem o equilíbrio entre as duas funções, mas é verdade que alguns, depois de longo tempo de atuação, se tornam resistentes às mudanças. Dessa maneira, o prevencionista deve considerar qualidades e defeitos da nova ocupação em relação à atual.
Possuo colegas de profissão que estão frustrados em organizações reconhecidas, por isso reforço que é preciso refletir muito bem ao pensar em trocar de emprego. Não existem profissionais perfeitos, assim como não existem organizações perfeitas. O que existe é a possibilidade do equilíbrio para viver e atuar da melhor forma possível. Quando nosso perfil se aproxima ao da organização, trabalhamos melhor e somos mais úteis. Saber a hora de mudar ou ficar na empresa faz parte da vida de um bom profissional.
Texto de Cosmo Palásio de Moraes Júnior, escrito para Revista Proteção (abril/2011)
imagem: Beto Soares/Studio Boom










