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junho 05, 2011

Comportamento nas redes sociais


Zelosas por sua imagem e segurança, as empresas estão cada vez mais de olho naquilo que funcionários e candidatos publicam nas redes sociais. Você sabe como usar os sites de maneira apropriada? Sabe o que não dizer nem o que não deve publicar?

Uma pesquisa recente da empresa americana de segurança de e-mail, Proofpoint, revelou que 7% das organizações já demitiram um empregado por causa de sua atividade em sites de mídia social. Outros 20% disseram que, por causa das redes sociais, empregados tiveram de ser advertidos. (via blog Ecommerce)

O boom atual das redes trouxe dinamismo para o compartilhamento de informações de um modo que vai muito além do simples lazer. Tais recursos podem ser utilizados efetivamente a favor de uma marca, para compreender o público e traçar estratégias focadas nas escuta e diálogo. Mas, para o usuário e funcionário, como utilizar estas redes a seu favor?

Em tempos que se debate tanto a privacidade e os limites entre a postura profissional e pessoal nas redes, uma coisa é certa: é preciso zelar pela imagem on-line e levar em consideração que tudo que é postado diz alguma coisa sobre você. Na dúvida, é sempre melhor moderar.

Erros que podem custar seu emprego

Quais são os comportamentos que um empregador poderia julgar prejudiciais nos perfis on-line de seus empregados? Observe alguns erros que os usuários cometem no Facebook, Orkut e Twitter, e que poderiam servir de porta para o desemprego:

# Postar comentários negativos sobre o trabalho ou a empresa
# Comentar questões privadas da empresa em fóruns públicos
# Oferecer muita informação sobre sua vida pessoal e atividades de lazer
# Publicar xingamentos, palavrões e palavras de baixo calão em geral
# Não respeitar opiniões, credo, filosofia, raça e todos os tipos de diferenças
# Mudar de identidade e fingir ser outra pessoa
# Publicar fotos íntimas e/ou desnecessárias
# Postar comentários sobre sua vida pessoal que poderiam levar um empregador a fazer um julgamento negativo sobre você
# Participar de comunidades de gosto duvidoso. Seu perfil é facilmente identificado pelos grupos que você segue.

Quanto menos comunidades você participar, melhor para a sua privacidade

Ser discreto em relação ao trabalho é a melhor prática para se evitar problemas com os chefes. Aproveite o espaço para mostrar o melhor de você. Se você usa o (curto) espaço das redes sociais para exibir seus projetos, você faz com que seus colegas e até os chefes se aproximem, abrindo espaço para conversas informais e até gostos em comum.

fonte: blog do Ministério do Trabalho e Emprego
imagem: freedigitalphotos

junho 04, 2011

Torne seu ambiente de trabalho mais agradável


Os ambientes nas empresas cada dia mais incentivam a discussão em grupo e o trabalho em equipe. Os espaços individuais estão cada vez menores, e para se dar bem nesse tipo de ambiente leia as dicas do jornal americano USA Today sobre como compartilhar um pequeno espaço mantendo sua privacidade intacta.

Controle o volume da voz
Quando você conversa com os colegas ou está ao telefone, costuma falar alto como se estivesse debaixo de uma cachoeira, berrando para ser ouvido?
Cuidado: um tom de voz acima do normal atrapalha – e muito – os colegas ao redor. Abaixe o volume.

Evite falar palavrões e palavras chulas
Uma das situações mais desagradáveis no ambiente de trabalho é ser obrigado a ouvir um colega de cubículo ou baia usar e abusar de palavrões e de obscenidades. Se você estiver ao telefone com um cliente, o que ele vai pensar? Este tipo de vocabulário pode passar batido no boteco ou no estádio de futebol – mas nunca num empresa ou numa instituição pública.

Respeite para ser respeitado
Muitas vezes é inevitável ouvir as conversas pessoais de seu colega de cubículo. Mas isso não justifica comentar, questionar ou dar palpite no que ele acabou de dizer. Disfarce.

Não fique com conversa fiada
Trate de limitar suas conversas pessoais ao mínimo indispensável. Afinal, ninguém é obrigado a escutar um discurso de meia hora sobre aquele seu problema de joanete, sobre os detalhes da morte de Clodovil,ou sobre o último eliminado no Big Brother Brasil.

Preste atenção na situação
Antes de invadir o espaço de alguém, descubra se aquele é um bom momento.
Você gostaria de dar de cara com alguém justo na hora em que acabou de perder o encaminhamento de um processo importante e urgente, a aprovação de um grande contrato ou depois de uma discussão tensa com seu chefe?

Analise o ambiente
Metade daquele sanduíche cheio de molho, cebola e maionese que você devorou na hora do almoço está em pleno processo de deterioração na cesta de lixo?
Você costuma caprichar na loção pós-barba ou no perfume de sua preferência?
Coloque-se no lugar do seu vizinho...

Tem lugar para tudo!
Seu local de trabalho não é extensão do toalete. Portanto, nada de pentear os cabelos, retocar a maquilagem, lixar as unhas, passar fio dental, usar spray para garganta, essas coisas...

Não obrigue a pessoa a parar tudo o que está fazendo para atender você Trabalhar em ambientes abertos, com divisórias, faz com que as pessoas sejam obrigadas a entrar numa sintonia fina. Quando alguém está concentrado ou em plena data final para entregar uma tarefa ou um projeto, não interrompa. Deixe um bilhete na mesa dele dizendo "Preciso falar com você".

imagem: oregon.gov

maio 24, 2011

Opção profissional

Troca de emprego deve ser analisada com cuidado


O atual aquecimento da economia propicia um tempo de muitas oportunidades de emprego no Brasil. Basta
olhar jornais ou internet para notar que são muitas as vagas disponíveis. Em um primeiro momento, naturalmente isso pode entusiasmar os profissionais da área prevencionista. No entanto, a ideia de trocar de emprego deve ser bem pensada, para que essa busca por melhores condições de trabalho, não acabe causando uma frustração ainda maior.

Um antigo dito popular diz que:
“A grama do vizinho é sempre mais verde”
Ele certamente se refere ao fato de que olhar as coisas de longe pode distorcer a realidade. Isso também se aplica ao trabalho, pois muitas vezes, cansados e desgastados, passamos a olhar uma outra empresa como uma melhor possibilidade, mesmo que ela não o seja realmente. Nessas situações, alguns pontos devem ser levados em conta:

Cada um possui diferentes habilidades e preferências em relação ao trabalho. Há profissionais que se dão muito bem no trabalho burocrático e são ótimos para atuar em Sistemas de Gestão, pois lidam bem com documentos e formalidades. Outros são mais voltados à atuação de campo e se sentem frustrados quando tem de mexer com burocracia.

Perfil

Atualmente, o profissional ideal é aquele que tem o equilíbrio entre as duas funções, mas é verdade que alguns, depois de longo tempo de atuação, se tornam resistentes às mudanças. Dessa maneira, o prevencionista deve considerar qualidades e defeitos da nova ocupação em relação à atual.


Hierarquia e relacionamentos
Em muitas organizações, o profissional de Segurança e Medicina do Trabalho passa a ter, depois de certo tempo, acesso formal ou informal à alta direção. O convívio e o tempo melhoram o relacionamento entre colegas, contribuindo para o bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador. Em um momento de decisão, deve-se lembrar que é difícil obter relacionamentos similares aos anteriores ao se optar por um novo emprego.


Conhecimento do processo
Boa parte do sucesso de um profissional do setor prevencionista se deve ao conhecimento de processos específicos que ele vai adquirindo. Uma mudança para uma empresa do mesmo segmento pode ser uma alternativa favorável, enquanto que uma mudança para outro segmento pode trazer problemas.


Valorização
O que se ganha em um emprego é muito mais do que o salário (até porque quanto mais se ganha em espécie, mais se gasta). O “ganhar mais” pode chamar a atenção, mas, creia, no final tudo pode sair mais caro.


Não se iluda
A realidade prevencionista não muda radicalmente de uma organização para outra. Mudam a fachada, os adornos e o marketing, mas são raras as empresas que realmente tratam as questões de SST da maneira adequada. Dessa forma, o prevencionista deve estar ciente sobre como a nova organização valoriza a prevenção conversando com colegas, procurando notícias a respeito, etc.

Possuo colegas de profissão que estão frustrados em organizações reconhecidas, por isso reforço que é preciso refletir muito bem ao pensar em trocar de emprego. Não existem profissionais perfeitos, assim como não existem organizações perfeitas. O que existe é a possibilidade do equilíbrio para viver e atuar da melhor forma possível. Quando nosso perfil se aproxima ao da organização, trabalhamos melhor e somos mais úteis. Saber a hora de mudar ou ficar na empresa faz parte da vida de um bom profissional.

Texto de Cosmo Palásio de Moraes Júnior, escrito para Revista Proteção (abril/2011)
imagem: Beto Soares/Studio Boom

março 06, 2011

Ser Mineiro


"Ser mineiro é não dizer o que faz,
nem o que vai fazer,
é fingir que não sabe aquilo que sabe,
é falar pouco e escutar muito,
é passar por bobo e ser inteligente,
é vender queijos e possuir bancos.

Um bom mineiro não laça boi com imbira,
não dá rasteira no vento,
não pisa no escuro,
não anda no molhado,
não estica conversa com estranhos,
só acredita na fumaça quando vê fogo,
só arrisca quando tem certeza,
não troca um pássaro na mão por dois voando.

Ser mineiro é dizer "uai",
é ser diferente,
é ter marca registrada,
é ter história.

Ser mineiro é ter
simplicidade e pureza,
humildade e modéstia,
coragem e bravura,
fidalguia e elegância.

Ser mineiro é ver o nascer do sol e o brilhar da lua,
é ouvir o cantar dos pássaros e o mugir do gado,
é sentir o despertar do tempo e o amanhecer da vida.

Ser mineiro é ser religioso e conservador,
é cultivar as letras e artes
é ser poeta e literato,
é gostar de política,
é amar a liberdade,
é viver nas montanhas,
é ter a vida interior,
é ser gente."


Fernando Sabino